Como calcular o custo de mão de obra direta

Mão de obra é uma das bases do processo de produção e em torno dela incidem outros custos, por isto é importante levantar, analisar e controlar estes índices na empresa. Existem dois tipos de mão de obra: a indireta, que envolve o pessoal da limpeza, manutenção ou vigilância, vendas e funções administrativas e a mão de obra direta, envolvida diretamente na linha produção de algum produto.

Mão de obra direta é um custo fixo, que existirá havendo produção ou não.

Como a legislação atual brasileira não permite a contratação por hora, é preciso fazer o cálculo pelo custo da matéria prima, somado ao custo do empregado, observando os encargos trabalhistas (INSS, FGTS e férias), benefícios legais, como planos de saúde, vale-transporte e seguro de vida de cada categoria e seus respectivos acordos sindicais.

Este custo não deve ser menosprezado pelo gestor, sob pena de perder o controle sobre a produtividade e ociosidade dos seus funcionários, informações essenciais para a tomada de decisão. O cálculo da mão de obra direta deve ser calculado da seguinte forma:

MOD (Mão de Obra Direta) = Salário Nominal + Encargos sociais / Número de horas trabalhadas

Exemplo:

Salário mensal nominal: R$ 2.000,00

Encargos sociais: R$ 500,00

Custo/hora: R$ 2.500,00 divididos por 160h = R$ 15,62 por hora

Lembre-se de que a mão de obra direta incide diretamente sobre o cálculo do preço de venda do produto, por isso fique de olho no desperdício de tempo entre uma atividade ou outra, que leva seu lucro embora. Paradas e horas-extras não planejadas não devem encarecer a mercadoria para o cliente final, pois assim você perde espaço para o seu concorrente.

A melhoria constante dos processos para aumento da produtividade é o desafio diário da sua equipe. Veja como o gestor pode ajudar a manter a motivação e resultados positivos para que os funcionários possam focar nas metas que realmente importam:

Tecnologia – Equipamentos e sistemas defasados atrapalham as rotinas de trabalho e causa transtornos e sobrecarga do suporte técnico. Invista em bons computadores, conexões wi-fi e software de gestão de venda atualizado.

Menos relatórios – Rotinas muito burocráticas podem comprometer o tempo da sua equipe desnecessariamente. É claro que há procedimentos de monitoramento e controle das atividades a serem atualizados, mas um tempo especifico deve ser reservado para este fim, de modo a não interferir no trabalho principal do funcionário.

Evite distrações – Reuniões em excesso, redes sociais, sites externos, tudo pode ser motivo para desvio de foco. Procure otimizar os processos de comunicação interna e estabeleça políticas para uso de redes sociais durante o horário de trabalho.

Treinamentos – Treinamentos periódicos podem aumentar a produtividade, instruindo sobre novos processos, novos equipamentos, e como atingir as metas de maneira eficaz.

Pratique a empatia – Colocando-se no lugar do seu funcionário fica mais fácil identificar as objeções e dificuldades que estão enfrentando. Acompanhar de perto o que eles vivenciam pode ser a melhor forma de identificar e amenizar os entraves.

Motive – Procure saber o que motiva a sua equipe. Você ficará surpreso ao notar que nem sempre é o dinheiro que motiva as pessoas.

Dê o exemplo – Os gestores têm papel fundamental no clima organizacional. Você deve ser o exemplo de produtividade, assiduidade, pontualidade e, principalmente, entusiasmo.

 

Estes passos e muitos outros podem ser usados para aumentar a produtividade da sua equipe. Mesmo que os objetivos não sejam 100% atingidos de imediato, as atitudes devem ser trabalhadas continuamente, para que a empresa possa ter ganho a médio e longo prazo.

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